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Caminho Pedonal Ribeirinho –
Alhandra/V. F. X.


Para além das paisagens urbanas e campestres, do monte ou da planície, há agora um novo caminho para descobrir… um caminho que o põe lado a lado com o rio Tejo. Passear a pé ou de bicicleta, fazer jogging ou piqueniques, ou simplesmente descansar e apreciar a paisagem são algumas das possibilidades que este novo espaço lhe oferece. Desenvolve-se, por três km, desde a Casa Museu Dr. Sousa Martins, em Alhandra, até às imediações da antiga fábrica de descasque de arroz, em Vila Franca de Xira, numa verdadeira maravilha para os seus sentidos. É também comum, num destes passeios à beira-rio, deparar-se com praticantes de Canoagem, Vela e, ainda, a Pesca Desportiva, modalidades proporcionadas por diversas entidades do movimento associativo do Concelho que não descuram o recurso natural de excelência que é o Rio.

A obra deste equipamento municipal contemplou também o alargamento da Plataforma Ferroviária contígua ao Tejo e a construção duma passagem superior à via-férrea que permite o acesso do Caminho para a cidade de Vila Franca de Xira, junto ao Parque Urbano do Cevadeiro, funcionando agora como um Miradouro da paisagem circundante, para Este e para Oeste.

Deixamos-lhe ainda a sugestão de usufruir de outros miradouros, dispersos pela freguesia de Vila Franca de Xira, onde a vista é privilegiada, onde podemos apreciar o contraste das margens do rio; o bulício da cidade e a tranquilidade dos campos cultivados:
 


Miradouro do Monte Gordo

 


Passagem superior à linha-férrea

 

 

 


Miradouro do Alto do Senhor da Boa Morte (Povos)

 


Miradouro da Bela Vista (Casal da Coxa)

 

 

 




 


Igreja de São Marcos (Calhandriz)

 

 
Quinta do Bulhaco (Trancoso)


Convento de Santo António (Loja Nova)

Percursos – a pé ou de bicicleta

Com excelentes condições para a prática de atividades ao ar livre, como caminhadas, BTT, orientação, canoagem, entre outras, as freguesias do concelho de Vila Franca de Xira como Cachoeiras, Calhandriz e S. João dos Montes oferecem percursos rurais e, de certa forma, mais ligados à natureza, para palmilhar ou percorrer de bicicleta. Visitando estas zonas de predominante paisagem agrícola é natural encontrarmos quintas, igrejas e capelas, ruínas e todo um património arquitetónico que nos conta a história do Concelho, num ambiente de quietude, longe do bulício da cidade.

Se é praticante de BTT, experimente um passeio de aproximadamente 35 km, desde Santa Eulália (Vialonga) até Vila Franca de Xira. Podem contar com um percurso de grande exigência desportiva, desfrutando em simultâneo de belas paisagens. Desde zonas praticamente despidas de vegetação (como o Monte-Serves, em Vialonga), passando por caminhos rurais (Calhandriz, São João dos Montes e Cachoeiras), são diversos os tipos de piso a experienciar: terra batida, areão e alcatrão (nalgumas ligações entre trilhos). Entre o património histórico, encontramos a Necrópole Megalítica, o Forte das Linhas de Torres (Monte Serves), a Igreja de São Marcos (Calhandriz), a Quinta do Bulhaco (Trancoso), a Igreja de N.ª Sr.ª da Purificação e a Quinta das Covas (Cachoeiras), o Convento de Santo António (Loja Nova) e o Sr. da Boa Morte, o Chafariz, o Pelourinho e a antiga Casa da Câmara (Povos).




 
Quinta Municipal de Subserra (S. João dos Montes)

 
Ermida de S. Romão (S. João dos Montes)

Prefere caminhada? Alie a marcha à história e desfrute do percurso pedestre na 1.ª Linha de Torres

A Câmara Municipal com o apoio da Junta de Freguesia de São João dos Montes e do Clube Ibérico de Montanhismo e Orientação tem ao seu dispor o 1.º Percurso Pedestre de Pequena Rota. No início do século XIX, Vila Franca de Xira ficou marcada pelas invasões francesas, iniciando-se então o sistema defensivo construído em grande sigilo, para fazer face ao invasor francês e que haveria de ficar conhecido por Linhas de Torres Vedras. Um passeio pela crista dos montes, ao longo destas linhas, permite visitar alguns dos redutos militares, como os moinhos de vento usados como pontos de tiro. O percurso inicia-se na bonita Quinta Municipal de Subserra (datada de 1633), atravessa as históricas estradas militares, apresenta a Ermida de S. Romão, igreja notabilizada pelos seus painéis de azulejos seiscentistas, terminando na Quinta do Bulhaco também aproveitada outrora como quartel general do Estado-Maior dos exércitos.




 


Ermida de N.ª Senhora de Alcamé 

 


Lezírias 


Lezírias 

 


Reserva do Estuário do Tejo

Estuário do Tejo - Ermida de Alcamé, Ponta d’ Erva, Lezírias

Sendo um tesouro natural, composto por um ecossistema diversificado, o valor biológico do Estuário do Tejo, assim como a preocupação por uma gestão racional desta área, culminou, em 1976, na sua classificação como Área Protegida. Composta por águas estuarinas, zonas de lama e sapal, mouchões (Póvoa, Alhandra, Lombo do Tejo e das Garças), salinas, pastagens e terrenos agrícolas (Lezírias); a área da Reserva Natural do Estuário do Tejo distribui-se pelos concelhos de Alcochete, Benavente e Vila Franca de Xira, numa área de 14 563 ha. Mais de 50% da área do Concelho Vila–Franquense é caracterizada pela peculiaridade geomorfológica da imensidão deste património natural, nomeadamente no que se refere à fertilidade dos solos, às especificidades do clima e dos terrenos, mas acima de tudo aos ecossistemas que nele proliferam. O Estuário possui uma diversificada avifauna aquática migradora, que chega a totalizar, nos períodos de passagem, 120 000 indivíduos. De toda a biodiversidade da fauna existente, são as aves que atribuem um valor incomensurável a esta área protegida. Ainda o gado bovino, nomeadamente touros bravos, assim como cavalos, são presença habitual nas nutritivas pastagens da Lezíria e uma referência nacional no que concerne à produção pecuária.
 

A riqueza do Rio Tejo trouxe para as suas margens os avieiros, comunidades de pescadores, que concentraram a sua vivência em Alhandra, Póvoa de St.ª Iria e Vila Franca de Xira. Todo o arsenal intrínseco ao ofício, assim como as embarcações usadas, são exemplos do património cultural criado pelo Estuário do Tejo.

Ao longo da história, o profano sempre esteve a par do sagrado. Na Lezíria esta evidência está consubstanciada na Ermida de N.ª Senhora de Alcamé, datada do Séc. XVIII, outrora único local de culto para os trabalhadores das planícies Vila–Franquenses. Atualmente é objeto de romaria aquando das festividades da N.ª Sr.ª da Ascensão, feriado municipal no Concelho.

Todo este património pode ser descoberto a pé, de carro, de barco, de charrete. A observação de aves, atividade por excelência do Turismo de Natureza, é possível  no Espaço de Visitação e Observação de Aves - EVOA - que integra um Centro de Interpretação Ambiental com salas de exposições, multiusos, zona de acolhimento, cafetaria e loja. Abertura ao público em breve.




   
   
   

Rio acima no barco Varino "Liberdade"

O barco Varino “Liberdade”, uma da muitas embarcações que faziam parte de um intenso tráfego fluvial de transporte de mercadorias, é hoje uma referência transformado num Núcleo Museológico do Museu Municipal de Vila Franca de Xira.

De maio a outubro, o “Liberdade” segue os contornos do rio ao encontro das paisagens e das histórias que fizeram as gentes da zona ribeirinha de Vila Franca de Xira. Dezoito metros, quarenta toneladas, duas velas, proa alta e fundo chato permitem a esta embarcação típica navegar pelos baixios e tirar partido da beleza natural e das condições de exceção da Reserva Natural do Estuário do Tejo. Sendo uma das dez mais importantes da Europa Ocidental, esta Reserva faz parte do percurso fluvial, que este varino oferece aos turistas, entre os mouchões do Tejo e Valada do Ribatejo. Percorre o Rio em percursos, quer para sul quer para norte. Do cais de Vila Franca aos Mouchões das Garças e da Póvoa de Santa Iria ou de Vila Franca até Valada do Ribatejo, percorremos um vasto património natural, dotado de um excelente equilíbrio que faz falta à alma. O Palácio das Obras, em Azambuja, as zonas ribeirinhas de Vila Franca de Xira e Alhandra, as ilhas desabitadas que pontilham aqui e ali o Rio e, ainda, a Ponta da Erva, constituem pontos obrigatórios que o turista não poderá deixar de visitar, pela sua singularidade. Com um cenário de grande riqueza paisagística, ficamos a conhecer verdadeiros paraísos de fauna e de flora. Ao longo do percurso, o visitante pode deliciar-se a ouvir e observar belos exemplares de aves aquáticas, que encontram aqui um local ideal para repousar e se alimentarem nos seus percursos de migração da Europa para a África Ocidental. É comum observar nos Mouchões, Flamingos, Garças, Patos, Alfaiates, Maçaricos e Pilritos, a alimentarem-se nas lamas (vasas entre marés) e a descansarem nos principais habitats e povoamentos vegetais que integram a Reserva.

Disponível para passeios durante a semana ou aos fins de semana, para grupos organizados, o barco varino “Liberdade” sai do cais em horários dependentes das marés. O barco tem capacidade para 40 turistas, bem instalados em coloridos bancos corridos, com uma lona que protege os visitantes dos caprichos do tempo. Umas vezes estende-se o farnel sobre a mesa, outras, o barco atraca e faz-se uma paragem para almoço.

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