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EXPOSIÇÕES
António Olaio - Return 12 THE RETURN OF THE REAL 12 - ANTÓNIO OLAIO 
 La prospettiva is sucking reality

Ciclo de Arte Contemporânea

Curadoria: David Santos
26 Junho a 31 de Outubro de 2010

Com um buraco aberto no centro do quadro (o ponto de fuga) e um hábil mecanismo de espelho, Filippo Brunelleschi demonstrava as virtudes da “prospettiva” renascentista, fazendo coincidir como nunca, numa pequena prancha de pintura, a representação dos edifícios que compunham a praça da Catedral de Florença. Apesar das diferenças de escala entre os elementos reais e representados, o rigor dessa ilusão óptica atingira um tal efeito pictórico que marcaria para sempre a relação da imagem com o real. Hoje, a perspectiva está (omni)presente em todos os mecanismos de representação do real herdados da magia fotográfica, determinando assim uma ilusão maior e, paradoxalmente, quase invisível: a (con)fusão entre o real e a sua representação.
“La prospettiva is sucking reality” é o título do mais recente projecto de António Olaio (n. 1963), concebido para o Museu do Neo-Realismo. Nele, o artista, pintor e performer, procura reflectir sobre o destino do real no âmbito da sua sistemática representação. Afinal, qual é a responsabilidade da invenção da “prospettiva” na actual elisão do real? Terá o “buraco aberto no centro do quadro” um valor simbólico nessa aparente sucção do real? Qual o lugar da pintura no contexto da hiper-imagem em movimento? Qual a função do artista na nossa contemporaneidade? Não respondendo a nenhuma destas questões, António Olaio sugere-nos todavia uma visão mais alargada acerca dos valores que aí se confrontam, reafirmando assim uma nova consciencialização sobre esse real que nos escapa perante o domínio avassalador das imagens.

Tarrafal_detalhe MEMÓRIA DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL 
Exposição documental


Curadoria: Alfredo Caldeira
17 de Abril a 29 de Agosto

Patente desde 2009, no Tarrafal (Cabo Verde), numa iniciativa da responsabilidade da Fundação Mário Soares e da Fundação Amílcar Cabral, a Exposição “Memória do Campo de Concentração do Tarrafal”, constitui legado histórico da maior importância. No Museu do Neo-Realismo, de 17 de Abril a 29 de Agosto, teremos oportunidade de conhecer uma nova produção museográfica baseada nesta exposição, que trará até nós novos objectos documentais, enquadrando a temática da nossa memória política na perspectiva da interpretação historiográfica portuguesa.


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António Borges Coelho PROCURAR A LUZ PARA VER AS SOMBRAS 
Exposição biobibliográfica de António Borges Coelho

Curadoria: João Madeira
20
 de Março a 26 de Setembro de 2010


António Borges Coelho, cidadão, historiador, professor, poeta, escritor, conferencista – um percurso intenso, generoso, verticalmente vivido, a pulso, na contramão, a dar voz “àqueles que, em baixo, fazem andar a História”.
A sua obra germina nas circunstâncias difíceis e singulares de uma cela de prisão reservada a presos políticos. As suas primeiras obras são publicadas antes de concluir a licenciatura. Proibidas, escorraçadas, circulam, até clandestinamente. Há uma preocupação e uma vontade de raiz que será perene e se desenha a traços fortes – resgatar o lugar dos sem voz na História, dos seus interesses, anseios, dores e alegrias.
Referência fundamental da segunda geração de historiadores marxistas, aberto à indagação, ao diálogo e à polémica, construiu carreira académica brilhante afirmando convicções e não cedendo a pressões. Investigador e professor, soube casar fecundamente a erosão solitária da investigação com o rasgo luminoso da docência, dentro e fora dos muros da Universidade.
Observador activo dos modos longos como se entrelaçam os tempos ao ritmo do mundo mudado. Voz telúrica de combate e amor, de ternura e utopia, onde pulsam os murmúrios, as vozes e os gritos das multidões.

Consulte aqui o catálogo em formato interactivo

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Pormenor Cartaz_Batalha Conteúdo

 BATALHA PELO CONTEÚDO

Movimento Neo-Realista Português

Colectiva de Iconografia, Documentação e Bibliografia
Curadoria: David Santos e António Mota Redol 
Exposição patente de 20 de Outubro de 2007 até Setembro de 2011

Pela sua importância no programa inaugural do Museu do Neo-Realismo, Batalha pelo Conteúdo – movimento neo-realista português ocupa a totalidade dos pisos 2 e 3 do novo edifício, estando a sua centralidade museológica necessariamente relacionada com a apresentação do movimento neo-realista português nas suas diversas áreas de intervenção disciplinar: literatura, artes plásticas, música, teatro e cinema.
A colecção museológica seleccionada integra um vasto conjunto de documentos que sublinham não só a relevância cultural do neo-realismo em Portugal, como algumas das suas possíveis leituras no contexto internacional. Desde primeiras edições das obras literárias fundamentais a fotografias de escritores e intelectuais com elas relacionados, passando por originais manuscritos, o visionamento telemático de informação detalhada, e ainda grandes reproduções de primeiras páginas dos principais títulos e da imprensa afecta ao neo-realismo, esta mostra procura desenvolver um ambiente de consciencialização e reconhecimento crítico sobre o valor do movimento, bem como do seu contributo para a história e a cultura portuguesa de Novecentos. Nesse sentido, é dado o destaque necessário ao contexto histórico-social da época, considerada sobretudo entre os anos 30 e meados da década de 70, acentuando dessa forma uma relação com os momentos essenciais do regime político do Estado Novo, período no qual o movimento do Neo-Realismo se afirmou e consolidou como expressão de uma perspectiva cultural e política oposicionista
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